Você sabia que uma em cada 11 pessoas têm diabetes no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS)? Para falar sobre este tema, a Neuron Dor recebeu o Dr. Adriano Mehl, especialista na prevenção e tratamento de feridas em pacientes com diabetes e úlceras.

Segundo o Dr. Adriano, a Síndrome do Pé Diabético ocorre quando o diabético perde a sensibilidade nesta região como resultado da neuropatia sensitiva, motora e/ou autonômica associada ao diabetes mellitus

A atenção precisa ser redobrada a estes pacientes, pois quando existe  neuropatia diabética, uma pessoa pode, por exemplo, pisar em um prego e não sentir dor, ou ainda pisar no chão e a temperatura evocar a sensação de dor.

“É um desajuste na sensibilidade periférica: o paciente pode pisar em um prego e não sentir, mas sente dor quando tira suas meias, por exemplo”, afirma Dr. Adriano.

Confira algumas dicas para prevenir e tratar este problema.

1 – Faça um acompanhamento para evitar a Síndrome do Pé Diabético

O Dr. Adriano Mehl reforça que, para quem possui diabetes, o acompanhamento de vários especialistas (Multidisciplinar) é fundamental para manter a doença controlada e evitar as complicações associadas. 

A prevenção diminui cerca de 22 vezes o risco de úlceras, infecção ou até mesmo necrose (gangrena) nos membros. Casos descompensados podem evoluir para amputação do membro, por isso a importância da prevenção.

 

2 – Aumente a higiene na região 

Alguns cuidados relacionados a higiene devem ser mantidos, como enxugar bem os dedos após o banho, não esquentar muito a água do banho, não colocar os pés em bacias com água quente, não lixar os pés e passar hidratante.

As unhas devem ser cortadas em formato quadrado, não de forma circular. É preferível que sejam lixadas. 

É preciso também hidratar pernas e pés com loções 2 vezes por dia, evitando acumular entre os dedos. 

 

3 – Evite chinelos moles  

De acordo com Dr. Adriano da Clínica Neuron Dor, os melhores calçados são os que possuem plataforma rígida, para que assim proteja o pé na hora de pisar.

É recomendado evitar chinelos delicados, moles e com tiras. contudo, Dr. Adriano reforça que calçados de borracha ou plástico também não devem ser usados, pois o pé precisa de ventilação. 

As meias são importantes. Escolha as de algodão, principalmente na cor branca. Caso haja alguma ferida será de fácil identificação (por sua vez, o ferimento vai manchar a meia).

4 – Faça um autoexame 

O especialista recomenda que, no mínimo uma vez por semana, sejam examinados os pés. O intuito é identificar fissuras, frieiras, calosidades ou intertrigos.

Dr. Adriano ainda reforça: “quer seja diabético tipo 1 ou tipo 2, controle e façam todos os esforços que estejam ao seu alcance para manter os níveis de açúcar dentro do adequado.”